⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

quinta-feira, novembro 16, 2017

PROJETO | Workshop Solidário de Revisão de Texto: Lê a Ajudar (23 de novembro)


Aproveitando o facto de o meu blogue girar em torno dos livros e com esperança de ter futuros editores/revisores de texto como leitores do all the bright places, venho partilhar convosco o evento que tenho vindo a planear com a minha colega Margarida. No âmbito da cadeira de Gestão Cultural, foi-nos proposta a realização de um evento à nossa escolha. Como duas alunas interessadas da área da revisão e edição de texto, achámos que faria sentido criar algo que ambas gostássemos muito - um workshop que envolvesse a área da edição. Foi então que surgiu o projeto "Lê a Ajudar". Porquê este nome? Porque achámos que criar apenas um workshop não seria suficiente e não estariamos realmente a aproveitar esta oportunidade para fazer algo que nos faz sentir bem. Como podem ver, a entrada não é dinheiro. A entrada é, precisa e literalmente, um livro que tenham em casa e que já não precisem - um livro que tenham arrumado na prateleira há tanto tempo que está coberto de pó. 
Porquê um livro?, perguntam vocês. O vosso livro será vendido numa banca na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a preço de feira. Todo o valor acumulado proveniente dos vossos livros, reverterá 100% a favor da C.A.S.A. (Centro de Apoio ao Sem Abrigo). Ou seja, basicamente, ao virem a este workshop, estão a ajudar uma associação que precisa imenso de ajuda nesta altura do ano, sem pagar um único tostão - e ainda aprendem umas coisinhas!

Como é óbvio, nada disto seria possível sem a incrível Helena Ramos, revisora de várias editoras prestigiadas como a Gradiva, que aceitou o nosso convite de forma completamente gratuita, a fim de apoiar também a C.A.S.A.. 

Os livros que servirão como bilhete de entrada estarão para venda nos dias 28 e 29 de novembro, junto à livraria antiga da Faculdade de Letras. Os livros que não forem vendidos, serão doados a uma biblioteca ainda a escolher.

Caso não possam comparecer ou esta não seja a vossa área, partilhem com amigos que se possam interessar por este tema! Qualquer dúvida ou questão, estou disponível para responder a tudo através do meu e-mail: andreiaxaviercapelo@gmail.com.

quarta-feira, novembro 08, 2017

PESSOAL | O primeiro livro que li


Guardo um lugar muito especial no meu coração para o primeiro livro que li. Era eu uma menininha, com os meus 10 ou 11 anos, quando fui à minha primeira feira do livro. Até então, nunca me tinha interessado por livros (não lhes mostrava desprezo, mas nunca me interessaram). Por alguma razão, naquele dia, esse sentimento mudou. Assim que entrei naquela feira - organizada no ginásio da minha escola antiga -, apaixonei-me pelo cheiro a livros velhos. Sim, eram livros em segunda mão. Todo o tipo de livros e mais algum, desde histórias para crianças a livros com nomes para bebés (lembro-me particularmente de ter agarrado num livro destes e de ter procurado o meu nome). Naquele dia não tinha dinheiro, mas assim que pousei os olhos neste livro, sabia que tinha que o comprar. Talvez tenha sido pelo cão fofinho que aparece na capa, ou talvez eu quisesse simplesmente envergar no mundo da literatura e aquele pareceu-me o melhor livro para me iniciar, não sei. Só sei que a compra deste livro em particular, foi a compra que me abriu as portas à maior paixão que tenho hoje na minha vida. Mal eu sabia isso na altura. Fui para casa reunir uns trocos e, no dia seguinte, tinha o livro nas minhas mãos.

Shiloh é o típico livro para crianças daquela idade. Uma história sobre um Beagle (que, graças ou não ao livro, é agora a minha raça preferida) que sofre de maus tratos e é salvo por um rapazinho a entrar na puberdade. Lembro-me de devorar cada página, de imaginar todo um cenário na minha cabeça. Sentia um aperto no coração sempre que os maus tratos ao Shiloh eram mencionados. Talvez fosse a minha inocência de criança ou o amor que tenho aos animais, mas este livro fez-me chorar muito por ser tão cru - mesmo para uma criança.
Descobri, há relativamente pouco tempo, que existe uma adaptação cinematográfica deste livro. Ainda não tive a oportunidade de o ver mas, se se mantiver fiel ao livro, sei que vai despertar em mim todas estas sensações nostálgicas e infantis. Será o serão perfeito para aproveitar durante uma tarde chuvosa de dezembro, com uma manta e um chocolate quente na mão. 


Tenho este livro guardado e bem escondido num cantinho do meu quarto. Já está bastante velhinho e as páginas já estão amarelas. O meu objetivo é guardá-lo, não lhe pôr a vista em cima durante uns bons tempos, para daqui a uns anos voltar a sentir aquilo que senti ao pegar nele quando escrevi este post.

quinta-feira, novembro 02, 2017

BOOKLIST | A ler num futuro próximo

Source: unplash

Esta é uma das listas da minha vida que está em constante crescimento. Não há uma única vez que eu  não entre numa livraria e que não saia com mais cinco livros na minha booklist - aliás, se forem às notas do meu telemóvel, tudo o que encontram são títulos de livros que vou encontrando nas livrarias. E, verdade seja dita, esta lista tem tendência a arruinar a minha conta bancária - mesmo quando eu tento, ao máximo, evitar reduzi-la. 
Há livros que marcam presença nesta lista há séculos e há livros que nunca lá "puseram os pés" - chamemos-lhe "compras precipitadas". Não faria sentido fazer um post com todos os livros que lá vivem (nunca mais saiamos daqui), mas achei que seria interessante eleger aqueles que mais quero ler e partilhar aqui. Vamos a isso?


A Cúpula, de Stephen King | Nunca li Stephen King, admito, mas há qualquer coisa no alarido em volta dos livros do autor que me dá uma enorme vontade de começar a ler. Penso que ainda não ouvi uma má crítica acerca dos seus livros, pelo que a escolha d' A Cúpula é um bocado geral. Escolhi-o para esta lista, de certa forma, a tentar generalizar a minha vontade de ler qualquer um dos livros de Stephen King. Apesar de ser um estilo literário um bocadinho diferente daquilo a que estou habituada, gosto sempre de conhecer outras vertentes. Já pedi emprestado a um colega de trabalho, por isso, assim que terminar o semestre, os livros de Stephen King aguardam-me.

Origem, de Dan Brown | Dan Brown é, também, um autor desconhecido para mim. Mas sempre gostei das boas críticas que ouvi e sempre tive um bichinho em começar a ler. O livro Origem foi o que mais despertou a minha atenção até ao momento e, apesar de não conhecer o autor, fiquei com pena de não comparecer no lançamento do livro em Portugal no mês passado. A Origem será sem dúvida um livro que fará parte da minha estante nos próximos tempos.

Ser Blogger, de Carolina Afonso e Sandra Alvarez | Na minha opinião, um must have na estante de qualquer bloguer portuguesa. Estou muito curiosa para ler este livro e acho que será um grande aliado na extensão do meu blogue. Gosto muito deste estilo de livros que fornecem dicas e opiniões sobre vários temas que me interessam, e acho que é sempre a melhor maneira de ficarmos a conhecer melhor algo que nos cativa e que nos sustenta (não financeiramente, mas espiritualmente).

O Dia em Que Te Conheci, de Rowan Coleman | Sou fã de literatura que representa um pouco a vida real, principalmente casos que falam em tragédias, doenças e problemas comuns do dia a dia. Faz-me ter uma perceção e um olhar diferente perante este tipo de situações e faz-me viver um bocadinho aquilo que nós tanto ignoramos ou achamos que "só acontece aos outros". O Dia em Que Te Conheci foi um livro que encontrei por mero acaso, sem ler reviews. Simplesmente agarrei no meu telemóvel e apontei o título para mais tarde não me esquecer. Infelizmente ainda está nas notas, mas espero que venha a marcar presença na minha estante.

quinta-feira, setembro 14, 2017

DAILY | Cinco situações que odeio enquanto leitora

via pinterest

Para fugir um bocadinho à rotina das reviews, decidi escrever um post um bocadinho diferente do habitual. Enquanto leitora, há inúmeras situações pelas quais tenho que passar todos os dias, mas que não fariam falta nenhuma ao mesmo. Reuni, então, as cinco situações que mais me chateiam enquanto estou a ler um livro, seja pelo livro em si ou pelo ambiente que me rodeia.

1. Música aos altos berros no comboio | De todas as situações, esta é a que eu mais odeio. Como passo grande parte do meu dia em transportes, gosto de aproveitar esse tempo para atualizar a leitura. Tal não é possível quando 70% das vezes que entro num comboio, há alguém a ouvir música aos altos berros... sendo eu uma pessoa que se desconcentra com bastante facilidade, escusado será dizer que o meu momento de leitura acaba ali.

2. Encontrar cinco erros em cada página | Nada me chateia mais num livro do que os erros ortográficos que vou encontrando. Um ou outro ainda é aceitável, agora quando encontro cinco erros numa página só, é de uma pessoa arrancar os cabelos.

3. Quando a pessoa ao meu lado começa a ler o meu livro | Principalmente quando estou a ler uma parte mais violenta ou sexual... O desconforto é tanto que dou por mim a ler quase com o livro fechado. 

4. Cinco mil personagens num livro só | Para além de ser má com nomes, sou má de memória. Um livro com mais do que cinco personagens principais é meio caminho andado para eu desligar da história. Muitas vezes tenho que escrever uma lista com todos os nomes e caraterísticas das personangens num papel à parte, dando uma vista de olhos a esse papel de cinco em cinco minutos, o que torna a leitura super aborrecida para mim. 

5. Quando criticam o meu gosto literário | Sou apologista de que todos nós temos direito a gostar de um determinado tipo de coisas, incluindo livros. Para mim, não existem bons ou maus gostos literários. Eu, pessoalmente, gosto de thrillers, mas não critico quem se fica pelos romances. Há espaço suficiente no mundo literário para todos.

Enquanto leitores, quais são as situações que mais detestam?

segunda-feira, setembro 04, 2017

UM LIVRO, UM FILME | Extremely Loud & Incredibly Close, de Jonathan Safran Foer


Sou aquele tipo de pessoa que, depois de terminar um livro (que tenha uma adaptação cinematográfica), tem que ver o filme. Muitas vezes – a maior parte, para ser exata – a minha expectativa é tão alta que acabo por me desiludir quando constato que o filme em nada tem a ver com o livro (ou com aquilo que construí na minha cabeça). Decidi, portanto, criar esta rúbricaUm livro, um filme -, para falar da experiência que tive entre um e outro e qual a minha opinião acerca dos mesmos (em conjunto e em separado).

Hoje vou falar de um livro que foi uma leitura obrigatória da faculdade do meu último semestre. Como sabem, detesto ler livros quando sou obrigada a tal. Por alguma razão e má experiência, raramente gosto de um livro que me foi imposto (maioritariamente por causa dos prazos e dos temas que normalmente são abordados). Escusado será dizer que a leitura do Extremely Loud & Incredibly Close não foi uma exceção, ainda para mais para uma cadeira que eu estava a odiar na altura.

Pois bem, para minha grande surpresa, o Extremely Loud & Incredibly Close acabou por se tornar num dos melhores livros que li até hoje. É genuíno e de tirar o fôlego (e umas lágrimas) aos mais sensíveis. O Extremely Loud & Incredibly Close, para quem não sabe, foi o primeiro livro a abordar o 11 de setembro como temática literária. É um livro que, de uma forma suave e (quase) ternurenta, nos dá a conhecer um bocadinho o lado das pessoas que perderam um familiar nesta tragédia.


Oskar é um menino que perdeu o pai no desastre das Torres Gémeas. A história baseia-se, portanto, numa busca incansável pela descoberta da causa de morte do pai e do que uma chave que encontrou no armário do mesmo poderá esconder, não só através de pensamentos mas através de imagens, que complementam o texto que estamos a ler. A personalidade especial do Oskar é o que torna este livro tão… tocante. A inocência de criança com uma mistura de curiosidade e imaginação, tornam a leitura deste livro numa pequena aventura para o leitor. A pureza e a realidade com que cada frase é construída, através da perspetiva de uma criança de 9 anos, é enriquecedora. Não vou fazer um resumo do livro (uma vez que isto não é uma review), mas podem encontrar algumas informações sobre o livro aqui.


 
Designed by Beautifully Chaotic