sábado, fevereiro 10, 2018

A VISITAR | Capela dos Ossos, Évora


Para aproveitar, pelo menos, um dia de férias longe da cidade, decidimos apanhar um comboio de manhãzinha até Évora e voltar ao cair da noite. Desta forma, poderíamos explorar a cidade sem gastar dinheiro extra em dormidas. Antes da viagem fizemos um pequeno roteiro de tudo aquilo que queríamos visitar - como um dia não chega para ver tudo, escolhemos apenas locais de maior interesse - e, a Capela dos Ossos, foi o local no topo da lista.
Para aqueles que não sabem, eu nasci em Évora e cresci nas redondezas. Não conheço Évora como a palma da minha mão mas já estava familiarizada com o ambiente. Quando tinha apenas 10 anos, pedi aos meus pais para visitar a Capela dos Ossos. A resposta foi, obviamente: "ainda és muito nova para entrar num sítio destes, mas quando fores mais velha, trazemos-te cá". Infelizmente, a promessa ficou um bocadinho em stand by - até hoje. 

Antes de visitarmos a Capela mesmo, o bilhete permite-nos explorar também o Núcleo Museológico e uma Coleção de Presépios. Devo dizer que não foi muito do nosso interesse, devido ao caracter religioso, mas ainda assim, vimos tudo do início ao fim. Terminadas, finalmente, as visitas ao Núcleo e aos Presépios, começamos a seguir a seta que nos indicava o caminho para a Capela dos Ossos. Ao virar da esquina, assim que vislumbrei muito repentinamente uma parede de crânios bem lá ao fundo, senti um calafrio que me percorreu a espinha. Já sabia para o que ia mas o choque de encarar uma imagem destas, assim de repente, mexeu comigo.


É um misto de emoções assim que entramos nesta sala. Tem uma carga de energia pesadíssima. Imaginar a história de cada pessoa que ali se encontra dentro, é algo que não consigo descrever. Nenhuma pessoa morreu para o propósito da capela, mas ainda assim.

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

LIVROS | Dicas para começar a ler mais


Já não me surpreende quando alguém me diz: "eu não gosto de ler". Não deixa de ser chocante quando alguém me diz que não dispensa 10 minutos do seu dia para pegar num livro, mas infelizmente, é uma realidade que assombra muitos. Eu própria, mesmo sendo a papa livros que sou, muitas vezes batalho para conseguir ler, nem que sejam apenas cinco páginas por dia. Às vezes a preguiça toma conta do meu corpo e passo dias e dias sem pegar num livro. Por isso, fiz questão de reunir aqui algumas dicas para aqueles que querem criar o hábito da leitura, mas não sabem como.

Descobrir um género e começar por aí | Uma das grandes razões para as pessoas não gostarem de ler é porque ainda não encontraram um género que as cative. Eu, por exemplo, há uns anos só lia romances. Quando decidi aventurar-me por novas temáticas, descobri que o tipo de livros que mexe realmente comigo e que me faz querer ler por prazer são livros de suspense, horror e policiais. Para descobrirmos o nosso género literário, há que ir em busca daquilo que mais nos agrada, sejam romances, policiais, fantasia, clássicos e/ou poemas.

Obrigar-mo-nos a ler | Ao início vai custar um bocadinho, mas tem de ser. Ao obrigar-mo-nos a ler, estamos a criar um hábito. Criando esse hábito, o nosso inconsciente vai automaticamente assumir um gosto por aquilo que estamos a fazer - neste caso, a ler. O ato de pegar num livro e devorar 10 páginas de uma só vez vai tornar-se automático ao fim de algum tempo.

Levar um livro connosco para todo o lado | Estão no comboio sem nada para fazer? Peguem num livro. Estão numa sala de espera à espera de uma consulta no dentista? Peguem num livro. Ao lermos um livro neste momentos "mortos", estamos a aproveitar de melhor forma o nosso tempo enquanto cultivamos o nosso cérebro.

Criar um desafio | Se nos desafiarmos a ler x livros durante um determinado tempo, temos mais probabilidades de cumprir o nosso objetivo. Uma boa forma de o fazer é utilizar o Goodreads. Todos os anos estipulo uma determinada quantidade de livros que quero ler durante esse ano. Sempre que termino um livro, dá-me uma enorme felicidade ver a barrinha de "leu x livros de x" a aumentar. Um bullet journal também é uma boa opção para registar todos os livros que já lemos e para fazer uma listagem daqueles que vamos ler a seguir.

domingo, janeiro 28, 2018

A VISITAR | Dinossauros Alive


Desde que me lembro que sou fascinada por dinossauros. Na verdade, quando era mais nova, em vez de ter o quarto cheio de nenucos, tinha uma pequena coleção de dinossauros - da qual me orgulhava bastante! Lembro-me precisamente que, sempre que ia a uma feira de rua, pedia aos meus pais para me comprarem aquelas caixinhas de plástico que traziam cinco ou seis dinossauros em ponto miniatura. Tal não foi o meu ar de felicidade quando vi um cartaz a publicitar a exposição de dinossauros que estava a decorrer na Cordoaria Nacional. Por falta de tempo não consegui ir mais cedo, por isso fui visitá-la na reta final - ou aquela que eu pensava ser a reta final, pois a exposição foi prolongada até dia 18 de março! Aproveitei a minha segunda-feira de folga, sem aulas e com o dia totalmente livre para visitar, finalmente, a Dinossauros Alive.

O foco mais interessante da exposição são, sem dúvida, as figuras dos dinossauros em tamanho real. A maior parte destas figuras mexem-se e, se usarmos um pouco a nossa imaginação, conseguimos imaginar como teria sido viver na mesma época que estas criaturas. Os sons e o ambiente também ajudam muito a que o cenário pareça quase real. Por cada corredor temos uma pequena explicação acerca dos espaços geográficos, da alimentação, das lutas, dos motivos que levaram à extinção e as características de todos os dinossauros.
Existe uma sala onde podemos ver os esqueletos e os fósseis dos dinossauros em ponto real. Apesar de serem apenas réplicas, não deixa de ser fascinante ao nosso olho. Há várias amostras de dentes, unhas, embriões, crânios e mesmo esqueletos inteiros - inlcuindo o do Tiranossauro Rex, o mais conhecido de todos.
Tivemos ainda direito a assistir a uma pequena apresentação de interação com o público - que, como foi numa segunda-feira à tarde, não era muito grande -, onde duas pessoas vestiram a pele de dinossauros. Eu sei, dizendo assim parece ridículo, e foi exatamente isso que eu pensei na altura, mas acabou por ser uma experiência bastante divertida e deu para rir um bocadinho.


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